O que é

O Sistema Regional de Transferência de Tecnologia (SRTT) do Alentejo encontra-se dividido em 5 áreas e prevê os procedimentos e as formas relacionais entre os diferentes parceiros e os projectos, individualmente , por tipologia de operação e no seu conjunto.

stuff_web-06

O Sistema Regional de Transferência de Tecnologia (SRTT) é constituído por cinco componentes estruturais, de onde se destaca o Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PCTA), enquanto infra-estrutura de acolhimento e suporte às iniciativas de promoção e transferência de I&DT no quadro do referido sistema regional. Associados ao PCTA surgem quatro sistemas complementares, a saber:

  1. Sistema de Incubadoras de Base Tecnológica
  2. Sistema de Infra-estruturas Científicas e Tecnológicas
  3. Sistema de infra-estruturas com forte potencial sinérgico
  4. Sistema de Zonas e Parques Industriais e Tecnológicos

Estes sistemas complementares têm por objectivo corporizar as iniciativas regionais associadas à promoção científica e tecnológica regional, com o objectivo de potenciar a evolução estrutural da economia regional para sectores de natureza tecnológica. O Funcionamento do SRTT é assegurado através do compromisso da parceria em colaborar em determinadas áreas estratégicas e que se preconizam nos seguintes aspectos:

  • Concepção e assinatura de uma Carta de Princípios do SRTT e assinada por toda a parceria;
  • Criação de Uma sociedade gestora do PCTA;
  • Concepção e assinatura de um protocolo de colaboração para a promoção e dinamização das infra-estruturas tecnológicas e científicas em respeito pelas particularidades de cada uma;
  • Criação de Uma Associação da RRCTA – Rede Regional de Ciência e Tecnologia do Alentejo que visa vir a constituir o Conselho Cientifico do PCTA em parceria com outras entidades que sejam consideradas relevantes;
  • Criação de redes formais de colaboração e de acompanhamento dos projectos e sua execução por NUT III, em alguns casos assume a forma de Associação.

Nesta vertente, o SRTT assenta no PCTA, que se constitui enquanto estrutura polarizadora e com efeito de alavancagem dos restantes sistemas que o complementam. O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo pauta-se portanto por ser o espaço privilegiado de transferência de conhecimento e inovação e de promoção do empreendedorismo de base tecnológica, em torno do qual gravitam os quatro sistemas complementares.

O SRTT agrega, em primeiro lugar, o sistema de incubadoras de base tecnológica, cujo objectivo se pauta pela criação de centros de incubação destinados a potenciar o surgimento de iniciativas empresariais inovadoras e de natureza tecnológica. Será constituída, por intermédio do SRTT, uma rede de incubação regional, através de um acordo de parceiros, cuja missão passa pela valorização do empreendedorismo e pelo estímulo do aparecimento de empresas de base científica e/ou tecnológica, que incorpora um conjunto de sete incubadoras estrategicamente localizadas no território, em estreita articulação quer com a infra-estrutura do PCTA, quer com as instituições de ensino superior e/ou outras instituições pertencentes ao Sistema Científico e Tecnológico Nacional que integram a parceria do SRTT, bem como em articulação com as incubadoras já existentes ou previstas na NUT II Alentejo. O Sistema de Infra-estruturas Científicas e Tecnológicas visa consolidar e qualificar a oferta regional de tecnologia, serviços e produtos de base tecnológica através da criação de uma rede de conhecimento e inovação fundada numa base territorial e de reforço das competências regionais. Envolve a criação, implementação e modernização de Centros de Investigação e Unidades Laboratoriais sitas nos estabelecimentos de Ensino Superior parceiros do projecto, com o objectivo de potenciar a transferência de I&D associada às necessidades do tecido empresarial e contribuindo assim claramente para um fomento da interacção institucional entre meio académico e meio empresarial e dinamização de uma rede de infra-estruturas e equipamentos de I&D e tecnologia de âmbito regional. No quadro deste sistema é fulcral considerar o papel da RRCTA enquanto rede organizada de estruturas científicas e tecnológicas de âmbito regional que confere operacionalidade e qualidade científica ao SRTT, potenciando o ambiente adequado ao aparecimento de novas empresas de base tecnológica.

O sistema de infra-estruturas com forte potencial sinérgico assenta um conjunto de iniciativas destinadas a potenciar os impactes gerados pelos restantes sistemas, alavancando e potenciando os resultados dos restantes projectos e, especificamente, do PCTA, nomeadamente no que concerne à ligação e interacção com a malha empresarial da Região Alentejo.

Por fim, o Sistema de Zonas e Parques Industriais e Tecnológicos surge numa óptica de valorização e potenciação de uma estreita articulação entre o SRTT e o tecido empresarial regional, passando pelo estabelecimento de parcerias de colaboração com as suas entidades gestoras. Este sistema facilitará todo o processo de transferência de tecnologia e de conhecimento para as empresas instaladas ou que se venham a instalar na Região. Esta abrangência territorial, e o modelo funcional adoptado (vd. Modelo Funcional), permitem por um lado, a promoção da coesão territorial e por outro, garantir a agregação da massa crítica regional, potenciando a criação de um sistema de geração e transferência de tecnologia capaz de introduzir factores de inovação e competitividade no tecido empresarial.

O SRTT tem como objectivo:

O Sistema Regional de Transferência de Tecnologia revê-se, assim, no seu conceito geral de “Valor em Rede”, numa aposta que assenta no desenvolvimento e qualificação das competências existentes na região, reforçadas e impulsionadas pelas suas redes nacionais e internacionais e vocacionadas para o mercado, tendo como principal valência o desenvolvimento de produtos e serviços inovadores e de qualidade que diferenciem e promovam a região, através da sua dinâmica empresarial e reforço do empreendedorismo. Assim sendo, constituem-se como objectivos gerais do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia:

  • Afirmação do Alentejo enquanto região inovadora e com fortes competências na área tecnológica e científica;
  • Criação de um ambiente propício à inovação e à transferência de conhecimento vocacionado para o mercado;
  • Constituição de alianças estratégicas com outros centros do conhecimento a nível nacional e internacional que permitam o desenvolvimento e a partilha de conhecimento do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia e fortaleçam a relação Academia/Sociedade;
  • Aumento da competitividade empresarial por via da integração tecnológica e da inovação e criação de valor acrescentado e aumento da competitividade regional;
  • Sustentabilidade de estruturas de apoio e suporte;
  • Revitalização Urbana – afirmar os centros urbanos enquanto pólos de desenvolvimento sustentável através do recurso à inovação e assente nas áreas da ciência e tecnologia.

Deverá ter-se em conta que para atingir em pleno os objectivos gerais acima traçados as unidades de investigação, incubação e apoio às empresas integradas no Sistema Regional de Transferência de Tecnologia, bem como todos os serviços por ele disponibilizados ao tecido empresarial, deverão ir além do suprimento das necessidades que se venham a revelar nas empresas já constituídas e em constituição, adquirindo uma dimensão pró activa no reconhecimento das necessidades dos mercados, das empresas e do contexto económico global. Não deverão, por outro lado, encarar-se os diferentes agentes do PCTA e do Sistema de Parques e Zonas Industriais e Tecnológicas como emissores/receptores passivos de conhecimento/tecnologia/inovação. Unidades de Investigação, Empresas e Prestadores de Serviços deverão constituir-se como criadores de conhecimento e Inovação, constituindo um sistema de ensino/aprendizagem em que a transferência tecnológica aparece associada à partilha/difusão/transferência de informação e competências.